Lettícia Aimée

29.5.17

Checklist de Transtorno de Personalidade Esquiva

Oi! Eu sou o Thomas, namorado da Lettícia, e recentemente eu pesquisei sobre o transtorno de personalidade esquiva, pois me identifiquei muito e provavelmente é o que eu tenho. No entanto, foi muito difícil encontrar material em português sobre este transtorno, então me dispûs a traduzir um dos textos mais importantes que encontrei, para que outras pessoas possam ter acesso mais fácil a este tipo de conteúdo e possam se informar melhor sobre sua saúde mental. Caso encontrem qualquer erro ou queiram fazer qualquer tipo de sugestão, por favor deixem um comentário!

Checklist para Transtorno de Personalidade Esquiva
Seção I
É necessário marcar DOIS ou mais dos seguintes itens:
  • Eu tenho problemas com a minha identidade, o que inclui baixa auto-estima. Eu me considero pouco atrativo e/ou inferior aos outros. 
  • Eu estabeleço critérios pouco realistas para mim mesmo, e reluto em perseguir meus objetivos, correr riscos pessoais ou me envolver em novas atividades caso envolvam contato com outras pessoas. 
  • Eu sou empático, ainda que eu foque mais em sentimentos negativos que são direcionados a mim. Eu sou sensível a críticas e rejeição. 
  • Eu reluto em me aproximar de outras pessoas e mantenho distância de modo a não permitir que me conheçam muito bem.
Resultado: __ / 4 
Seção II
É necessário marcar DOIS ou mais dos seguintes itens: 
  • Eu tenho problemas cognitivos e dificuldade de definir a minha percepção quanto a mim mesmo, outras pessoas, e eventos. 
  • Eu tenho problemas de afetividade e dificuldade em controlar a extensão e intensidade de minhas respostas emocionais. 
  • Eu tenho problemas com o funcionamento de relações interpessoais e com estar ciente de minhas próprias ações e sentimentos. 
  • Eu tenho dificuldade em controlar meus impulsos.
Resultado: __ / 4  
Seção III
É necessário marcar TRÊS ou mais dos seguintes itens, e um deles PRECISA ser o primeiro item: 
  • Eu tenho sentimentos intensos de nervosismo, tensão ou pânico quando posto frente a situações sociais. Eu me preocupo com a possibilidade de experiências negativas e tenho medo de me constranger. 
  • Eu me afasto de meus contatos e não tomo iniciativas sociais de forma a evitar constrangimento ou arruinar a relação. 
  • Eu me sinto incapaz de realmente me divertir ou me envolver com experiências que deveriam me fazer feliz. É difícil para mim me interessar pelas coisas. 
  • Eu evito intimidade e evito me aproximar demais das pessoas. (relacionamentos, amizades, etc).
Resultado: __ / 4  
Seção IV
É necessário marcar QUATRO ou mais dos seguintes itens: 
  • Eu evito atividades que envolvam grande contato interpessoal por conta do meu medo de críticas, desaprovação ou rejeição. 
  • Eu reluto muito em me envolver com outras pessoas a menos que eu tenha certeza de que elas vão gostar de mim. 
  • Eu me reprimo em relações pessoais por medo de me envergonhar ou ser ridicularizado. 
  • Eu estou constamente preocupado com ser criticado ou rejeitado em contextos sociais. 
  • Eu me sinto desconfortável em novas situações sociais por conta de meus sentimentos de inadequação. 
  • Eu me vejo como socialmente inepto, pouco atrativo, desagradável ou inferior aos outros. 
  • Eu reluto em tomar riscos ou me envolver em novas atividades por medo de que eu possa me constranger.
Resultado: __ / 7 
Seção V
É necessário marcar TODOS os seguintes itens: 
  • Meus sintomas prejudicam minha personalidade e minha capacidade de funcionamento social. 
  • Meus sintomas são consistentes e se manifestam em diversos tipos de situações pessoais e sociais. 
  • Meus sintomas se mostraram duradouros e começaram no começo de minha vida adulta ou mais cedo. 
  • Meus sintomas não são causados por medicamentos, uso de drogas, ou outra condição médica.
Resultado: __ / 4 

Se você marcou o mínimo em todas as seções até então, você pode estar qualificado ao diagnóstico de Transtorno de Personalidade Esquiva. Por favor leve os seus resultados ao seu terapeuta para uma avaliação personalizada.
A seção VI é um compilado de sintomas e comportamentos comuns aos pacientes com este diagnóstico; não é necessário que você se identifique com um número mínimo de itens. 
Se você NÃO marcou a pontuação mínima em todas as seções mas se identifica com um número considerável, é possível que você possa se identificar melhor com o Transtorno de Ansiedade Generalizada ou Fobia Social. 
Se você se identificou com alguns dos sintomas, mas sente que vários outros não foram englobados, é possível que você se identifique melhor com Transtorno de Estresse Pós-Traumático ou Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
Outros transtornos comumente associados ou diagnosticados como Transtorno de Personalidade Esquiva incluem: depressão, transtornos de ansiedade, transtorno bipolar e, especialmente, fobia social.

Seção VI
Sintomas e comportamentos comuns associados:
  • Eu acho situações em grupo mais fáceis de lidar do que conversas individuais porque há menos atenção focada em mim. 
  • Eu não sei receber elogios. 
  • Na verdade, elogios costumam me deixar nervoso porque então sinto que há expectativas que eu devo cumprir, e eu tenho certeza de que vou fracassar. 
  • Várias vezes eu rejeito oportunidades que seriam boas pra mim porque tenho medo de fracassar. 
  • Eu me sinto ansioso tendo que lidar com telefonemas. 
  • Eu às vezes demoro muito para responder os outros por medo de que minha resposta seja inapropriada ou criticada. 
  • Eu evito ao máximo que posso tomar a iniciativa para falar com outras pessoas. 
  • Eu tendo a deletar posts e outros registros pessoais por medo do que outras pessoas podem pensar deles. 
  • Eu odeio fazer planos. Eu prefiro que outras pessoas façam planos, e então eu possa só seguir eles (ou evitá-los também). 
  • Eu odeio expressar raiva, tristeza ou qualquer outro tipo de emoção negativa em frente a outras pessoas. 
  • Eu tenho medo ou não sei como pedir ajuda, embora eu saiba que preciso dela. 
  • Se possível, eu evito cursos e empregos porque me preocupo que o ambiente seria crítico demais de mim. 
  • Eu tenho dificuldade de notar quando estão flertando comigo, ou demonstrando outros tipos de expressão positiva. 
  • Eu admiro outras pessoas em minha vida porque sinto que são pessoas realmente melhores que eu. 
  • Eu fantasio relações idealizadas com outras pessoas.
Resultado: __ / 15
Traduzido e adaptado de: shitborderlinesdo

26.5.17

VÍDEO E TEXTO: BORDERLINE


Oie! Meu nome é Lettícia e eu fui diagnosticada borderline. Eu estou fazendo esse vídeo porque maio é o mês da consciência do transtorno de personalidade borderline e existe muito pouco conteúdo sobre esse transtorno, principalmente em português (aos poucos eu estou traduzindo os meus textos preferidos).

Um transtorno de personalidade é um padrão de sentimentos e comportamentos, e no caso do transtorno de personalidade borderline existem mais de 256 sintomas, e pessoas sem borderline podem apresentar alguns desses sintomas, mas pessoas que tem o transtorno vão apresentar vários de forma padronizada.

Os principais sintomas são: mudanças de humor intensas e rápidas, impulsividade, auto destrutividade (podendo incluir tanto comportamentos impulsivos, como gastar demais, quanto abusar de alcool e outras droguinhas), auto punição, reações extremas, pensamentos preto e branco. Pensamentos preto e branco são quando você tem pensamentos extremos, ou seja, você só enxerga as coisas em extremos. Por exemplo, a pessoa fez uma coisa ruim, ela é uma pessoa é horrível, que é a desvalorização; se ela fez algo bom, ela é uma pessoa incrível e sem falhas, que é a idealização.

Outros dos principais sintomas são instabilidade da auto imagem, muito medo de abandono, incluindo reações exageradas quando se sente esse medo; sentimento constante de um vazio muito intenso, medo de rejeição, podendo também apresentar sintomas de ansiedade e depressão, paranoia, instabilidade em metas a longo prazo, problemas com raiva ou o controle dela e sintomas de dissociação. 

Dissociação, o que é? Tem dois tipos: a despersonalização, que é quando você se recorta de si mesmo e sente que não é real, que seus pensamentos não são reais, que o que você fala não é real... E tem também a desrealização, que é o mesmo sentimento, só que sobre o mundo. Você sente que o que você tá vendo não é real, que as coisas que você tá presenciando não são reais. Nisso, entra um pouquinho de alucinação, principalmente auditiva; por exemplo, ouvir uma frase totalmente diferente da que foi dita, geralmente tornando ela muito mais negativa, porque você está predisposto a essa negatividade quando está estressado.

E as principais causas de Borderline são tanto por genética quanto por vir de um um lar instável e abusivo.

Muitas pessoas que tem borderline também tem depressão e ansiedade, porque vai tudo meio que no combo, e como os sintomas são mais claros, geralmente é o que é diagnosticado primeiro, e a maioria das pessoas com borderline demoram para chegar no diagnostico certo ou são diagnosticadas erroneamente, porque algumas pessoas com o transtorno não demonstram os sintomas logo de cara. Teve uma vez que eu fui numa psicóloga que descartou o borderline de cara logo na primeira sessão porque disse que eu parecia "muito sã", o que é um preconceito total.

Alguns border só começam a apresentar sintomas nas suas relações mais profundas, com o melhor amigo, com o namorado, com a família. Às vezes tem border que não expressa sintomas nem com a família, mesmo que o transtorno tenha sido causado pela própria família. E com psicólogos e psiquiatras demora para criar uma relação de confiança e por isso muitos podem não apresentar sintomas superficialmente, mas isso não significa que eles não tem o transtorno. E por isso também o diagnostico é tão difícil: se você acredita ser borderline, procura mais sobre os sintomas.

Eu sou a favor do auto diagnostico ser apenas uma das partes do processo de diagnóstico, e não a reta final, porque ninguém se conhece melhor do que você, mas profissionais como psicologos e psiquiatras podem ajudar muito no processo do diagnostico. Se o profissional não der ouvido ao que você pensa e sente, e diminuir o que você fala, ele tá sendo um profissional ruim. Essa foi uma das dicas que a minha psicóloga atual me deu: que se eu acredito que tenho alguma coisa, eu posso e devo falar sobre isso. Eu tenho direito de me sentir confortável num espaço seguro para falar sobre as coisas que eu penso e que eu sinto, e você também. Mesmo que não seja borderline, tem outros transtornos que apresentam sintomas similares , e falar sobre pode ajudar a chegar num diagnóstico, e pode ser uma parte muito importante do processo de se cuidar, pois faz sentir que seus sintomas são válidos, ajuda no auto conhecimento, no que faz bem, em como lidar com alguns dos sintomas, e como melhorar em vários aspectos. 

Eu mesma, antes de ser diagnosticada borderline, e antes de descobrir o que era borderline, não entendia alguns dos meus sintomas, não entendia por que eu agia de tal forma, não entendia os meus momentos de descontrole, não entendia. E o diagnóstico foi muito importante pra mim, porque me fez sentir que tudo aquilo era real, que aquelas coisas realmente tavam acontecendo por um motivo. Eu vou falar um pouquinho agora sobre o estigma e estereótipo de ser borderline, que é como nos representam em filmes e séries, e como a maior parte tá muito errada. Muitos textos de como lidar com borderline, representam o border como uma pessoa ruim, que quer te fazer mal, que é manipuladora porque quer te fazer mal, e isso não é verdade.

Todas as pessoas border que eu conheci são muito queridas, sensíveis, empáticas, são ótimas pra conversar sobre sentimentos e problemas, e são muito atenciosas e carinhosas. A manipulação é um dos sintomas, mas não é algo que é feito com o propósito de ser ruim, e sim por causa do medo de rejeição ou abandono.

Também por causa do estigma, com o tempo eu aprendi a abraçar meu transtorno, não de uma maneira romantica, não porque acho bonito ou legal ter borderline, mas pra melhorar minha auto aceitação. Isso fez com que eu entendesse que eu posso falar sobre as coisas que eu sinto e penso. Que tudo que eu sinto é válido, e que eu tenho motivos pra me sentir da forma como eu tô me sentindo, e que eu tenho o direito de me sentir dessa forma, também.

Falar abertamente sobre o transtorno (para as pessoas certas) me ajuda a melhorar a auto aceitação.

Agora eu vou falar um pouquinho sobre como eu lido com os dois principais sintomas que me afetam. O primeiro é sobre dissociação, e o segundo são acessos de raiva. 

Eu sempre tive muita dissociação, e com o tempo eu fui aprendendo a lidar melhor; o que me ajuda é tentar ficar em um ambiente que eu me sinta segura, tentar falar meu nome pra mim mesma. Eu sei que pode soar bobo pra quem nunca dissociou, mas pra quem tá dissociando, isso é importante, porque quando a gente tá se sentindo desconectado de si mesmo, a gente sente que não é real, então chamar o próprio nome ajuda. Outra coisa que me ajuda e dar belisquinhos na palma da mão, mas de forma leve, porque quando a gente tá assim, a gente perde um pouco a noção da força. E também beber água gelada, porque dá pra sentir o percurso que a água faz desde a sua boca até o seu estômago, e isso acalma, porque você começa a sentir que suas vias respiratórias também estão ali, e você consegue respirar melhor, e apreciar a própria respiração. Outra coisa que me ajuda é ter uma lista de coisas fixas que eu sei sobre mim e sobre o mundo ao meu redor. Por exemplo: eu tenho um namorado que me ama, eu me chamo Lettícia, eu gosto de Fullmetal Alchemist. Essas coisas fixas ajudam com a auto-identidade, te ajudam a se conectar com você mesma. Essa lista eu faço quando eu tô bem; quando eu tô mal eu não tenho certeza de nenhuma dessas coisas, e por isso mesmo preciso dela.

O outro sintoma que mais me afeta são os acessos de raiva, e pra falar sobre isso eu gostaria primeiro de explicar três termos:

O primeiro é "splitting", que em português é clivagem, aquele pensamento dicotômico, preto-no-branco. O segundo termo é "favorite person" ou FP, que na comunidade borderline, significa a pessoa (ou pessoas, porque pode ter mais de uma) que você mais é apegada, seja de forma positiva ou negativa, e é de quem você mais quer validação, e consequentemente acaba sendo a pessoa-alvo principal dos seus pensamentos dicotômicos. E, finalmente, o terceiro termo é "gatilho", ou "trigger", que infelizmente acabou se tornando um termo banalizado. Gatilho é tudo aquilo que te causa sensações muito ruins. Podem ser palavras, ações ou tópicos que te lembram de coisas ruins do passado, ou coisas das quais você tem muito medo.

Tendo explicado isso, a melhor forma que eu encontrei de lidar com os acessos de raiva, até agora, é tentar perceber quais coisas são gatilho pra mim e evitar que elas façam parte da minha vida; depois, algo que me ajuda bastante é aprender a perceber quando esse acesso de raiva está vindo. Essa percepção me ajuda a tentar me afastar daquilo que está me fazendo mal e não descontar isso em outras pessoas, por mais difícil que seja. Quando eu sinto que estou tendo um acesso de raiva, eu mando mensagem pra minha melhor amiga ou meu namorado, e como eles me conhecem bem, eles já sabem como agir, que é me respondendo rápido, pra eu não ficar nervosa e achando que eles não me amam, mas não dando espaço pras minhas provocações e tentativas de brigar. Como eles são minhas pessoas favoritas, nos termos que eu descrevi, eles tendem a ser os alvos dos meus pensamentos ruins, que envolvem pensar que não me amam, que só falam comigo por pena, que eles me odeiam, e pensar coisas ruins deles como forma de inconscientemente justificar a raiva que estou sentindo.

Por isso, quando eu tô tendo um acesso de raiva, seja por conta deles ou por outros motivos, mas tendendo a descontar neles, eu aviso que estou tendo isso, e procuro não dar margem pra isso crescer, por mais difícil que seja controlar. Ah, detalhe: se eu tiver pensando em me machucar, eu sempre prefiro falar pra eles, pra que eles me ajudem a controlar isso, mesmo que a vontade seja fazer e não avisar ninguém até já ter feito. Eu também gosto de desabafar, mas eu tento não fazer isso em público, ou quando faço, já deixo claro na minha cabeça que às vezes podem surgir pessoas ruins que podem usar meus pontos fracos pra me machucar (inclusive, quando eu estou nesse estado, eu quero que me machuquem como forma de auto-punição, por isso é ideal que eu não dê espaço pra isso e procure fazer isso num lugar seguro).

Ah!!! Outra coisa que me ajuda bastante na vida é ter começado a meditar e, a princípio, eu não achava que eu ia conseguir meditar, porque acreditava que era "deixar a cabeça limpa", mas aprendi que meditar significa deixar que os pensamentos corram pela sua cabeça, mas deixar que eles venham e vão embora, sem me apegar a eles. Também ajudou muito no meu auto-controle e no meu auto-conhecimento. Tem um aplicativo que eu uso que se chama Headspace, que oferece meditações guiadas, e é muito bom pra quem tá começando. Vou deixar o link aqui na descrição.

E é isso!

15.2.17

22 coisas que aprendi em 22 anos
1- Nem sempre que alguém diz estar disposto a resolver alguma situação, a pessoa realmente está aberta para ouvir e absorver. As vezes as pessoas estão muito concentradas em si mesmas e só querem mudar sua opinião ou fingir que é alguém que tenta resolver as coisas. Às vezes é mais para limpar a própria consciência do que para chegar em um ponto comum de fato;

2- "People say things meant to rip you in half but you hold the power to not turn these words into a knife and cut yourself.". Basicamente;

3- O tempo realmente ajuda algumas coisas a melhorar, mas outras talvez doam para sempre e você só aprende a conviver melhor com a dor;

4- Quase ninguém sabe o que está fazendo exatamente. E está tudo bem. Está tudo bem também mudar de ideia. Uma das coisas mais incríveis em ser um ser humano é esse poder de mudança. Você não precisa ficar preso em uma opinião ou estilo de vida se não faz mais sentido;

5- Dinheiro não é a coisa mais importante do mundo, mas quando falta acaba se tornando o centro da sua vida. Dinheiro não é tudo, mas é importante juntar para não passar dificuldades;

6- O modo que as pessoas agem diz mais sobre elas do que sobre você, geralmente;

7- Respirar é importante e é muito bom. Fazer as coisas no seu próprio tempo, parar um tempo só para respirar e meditar;

8- Macarrão, pizza e café não são horríveis como eu pensava antes. É importante aprender a pelo menos experimentar algo que você não consegue comer. Mas é importante tomar cuidado e fazer no próprio tempo, por vontade própria e sem ser forçada a isso;

9- Criar uma distância segura da sua família, quando se tem uma família problemática, é uma das melhores coisas. Cada um só vai até onde não machuca e não se força a nada;

10- Ser gentil e compreensivo com você ajuda a ser compreensivo e gentil com os outros;

11- Às vezes existem coisas que você critica nos outros, mas na verdade falta em você. É importante tentar estar sempre ciente disso, para não correr o risco de achar que tudo de ruim está no mundo quando na verdade está na própria cabeça. Não para se sentir culpado, mas para se curar;

12- Falar sobre tudo é bom, mas é importante saber para quem você está direcionando. Algumas pessoas podem usar isso para te fazer mal;

13- Se colocar como agente em situações ajuda a não se sentir impotente e vítima de tudo. Não estou falando que vítimas não existem ou nada do tipo e nem de situações absurdas, mas sim do dia-a-dia;

14- Cabelo curto é uma das coisas mais práticas do universo;

15- “The reason we struggle with insecurity is because we compare our behind-the-scenes with everyone else’s highlight reel.”;

16- As pessoas deveriam falar mais sobre saúde mental. Tratar isso como algo mais casual e não como algo que não se deve falar sobre. Não existe vergonha alguma em ter algum transtorno ou problemas psicológicos;

17- Todo mundo tem inseguranças. Todo mundo;

18- Amor não precisa doer para parecer mais real. Não é bom continuar com a ideia de que agressividade é a mesma coisa que amor, mesmo tendo sido criada com essa ideia;

19- É muito bom dormir cedo. E é normal saber disso e continuar indo dormir tarde e acordar acabada de sono no dia seguinte;

20- Nós não somos os nossos pensamentos. Pensamentos não são a verdade verdadeira. Nós somos como escolhemos agir, as coisas com as quais nós concordamos, não nossos pensamentos intrusivos (que, inclusive, todo mundo tem);

21- É bom guardar memórias, mas é necessário tomar cuidado com o que é você está guardando. Sabe a técnica da Marie Kondo de só guardar o que te traz alegria? Isso se aplica a tudo na vida. Desde relacionamentos a lembranças. O que não trouxer alegria, pode e deve ser descartado;

22- Aniversários são importantes e nem todos os aniversários estão fadados a serem ruins. Está tudo bem ficar empolgada pelo próprio aniversário e aniversário de pessoas queridas meses antes, se isso te fizer bem;